Aspectos sociais

Indicadores demográficos

A região central do município de São Paulo vem sofrendo decrescimento populacional desde a década de 80. Segundo dados estimados para 2007 pela Fundação SEADE, República e Sé tinham respectivamente, 42.953 e 17.234 habitantes, registrando crescimento negativo médio de 1,52% e 2,23% ao ano, em relação aos dados de 2000, contrapondo o crescimento médio de 0,55% estimado para a capital no mesmo período. Esse decrescimento fica ainda mais claro quando analisada a densidade demográfica por distrito.

Quando observada a evolução da população segmentada pela faixa etária economicamente ativa (entre 15 e 64 anos), constata-se que República e Sé confirmam a tendência de envelhecimento observada no município, com o aumento em números absolutos da população acima dos 65 anos. Contudo, enquanto no município a população até 64 anos cresceu, nos distritos República e Sé houve retração, o que acentua o perfil de envelhecimento na região.

Longevidade, educação e renda

No tocante à longevidade, educação e renda, República e Sé apresentam resultados acima da média da capital. A análise dessas dimensões pode ser verificada através dos Indicadores de Desenvolvimento Humano para a Cidade de São Paulo (IDH-M), composto pela média aritmética dos indicadores de longevidade, educação e renda. Como resultado, obtém-se um valor classificado como: Muito baixo, Baixo, Médio, Alto ou Muito alto.

Sé e outros 41 distritos, representam 41,8% da população, enquadrados no IDH-M Médio. Já o distrito República posiciona-se melhor no ranking, com IDH-M Alto, assim como outros 23 distritos.
Observando cada um dos indicadores, verifica-se que o índice mais baixo em República, Sé e no município de São Paulo é o de renda. É este índice que faz com que o distrito Sé esteja mais mal posicionado se comparado à República na média entre as três variáveis.

População em situação de rua

Considera-se como população em situação de rua  pessoas de baixíssima renda que pernoitam de forma temporária ou permanente nos espaços públicos, albergues ou organizações sociais.
Dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS, revelados na pesquisa  “Estimativa do Número de Pessoas em Situação de Rua da Cidade de São Paulo”, estimam que em 2003, 10.399 pessoas viviam em situação de rua na cidade de São Paulo, número 28,57% maior que o aferido no primeiro censo realizado em 2000.

A preferência dessa população pelas regiões centrais se dá pela facilidade de subsistência, em função do fluxo de pessoas, concentração de equipamentos sociais e assistencialismo presente na região.

População em situação de rua

• 10.399 na cidade de São Paulo em 2003
• 71% pernoitam nas ruas e 29% em albergues
• 42,98% abrigados na subprefeitura Sé
• 18,8% abrigados nos distritos República e Sé
• Entre 2000 e 2003 foi registrado redução de 1,2% nos distritos República e Sé

Taxa média de crescimento populacional e Densidade Demográfica

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